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Mais Retorno | BLP Digital: o primeiro fundo de criptomoedas do Brasil

Se você fizer uma rápida pesquisa sobre “fundos de criptomoedas”, não vai demorar muito tempo para encontrar uma lista de opções entre fundos tradicionais e ETFs (Exchange Traded Funds). Em 2018, porém, esse não era o cenário quando a gestora BLP lançou o primeiro produto da categoria no Brasil: o BLP Digital 100 FIM.
Embora a história das criptomoedas seja bem anterior a esse ano, o mercado de ativos digitais ainda é extremamente recente. Dessa forma, a consolidação de produtos do segmento, em especial destinados ao pequeno investidor, ainda é uma novidade.

No artigo de hoje, vamos explorar mais sobre a história do primeiro fundo de investimentos de criptomoedas do Brasil, explicar qual é a estratégia de investimentos da gestora e dar uma passada pelos seus resultados desde então.

O que é o BLP Digital 100 FIM?
A BLP Asset é uma gestora com foco em renda variável, oferecendo fundos de investimentos de ações (são ao menos três produtos com estratégia Long & Short, além de outro fundo de investimento em cotas) e outros três produtos voltados para o mercado de criptomoedas. São eles:

BLP Digital 20 FIM
BLP Digital 40 FIM
BLP Digital 100 FIM IE
Os fundos possuem uma mesma estratégia, que é a exposição aos ativos digitais por meio do fundo internacional Genesis Block Fund. Esse fundo não é negociado no Brasil e tem o intuito de montar uma carteira diversificada de criptoativos, levando em consideração o valor de mercado de cada projeto.

Desta forma, a gestora consegue direcionar a maior parte do seu patrimônio em ativos digitais mais consolidados, evitando assim que exista uma concentração muito alta de capital em um projeto que tenha um grau de incerteza muito elevado. Podemos dizer, portanto, que se trata de uma técnica para equilibrar a exposição em relação ao risco vs. retorno do mercado digital.

Características do BLP Digital 100
Se você gostou da proposta do primeiro fundo de criptomoedas do Brasil, saiba que o BLP Digital 100 FIM IE é um produto destinado ao investidor profissional. Desta forma, não está aberto para o pequeno investidor de varejo.

A aplicação mínima do BLP Digital 100 é de R$10.000, com a cobrança de uma taxa de administração de 2,0% ao ano — além de 20% do que exceder o rendimento do CDI, que foi definido como benchmark.

Importante dizer que o comparativo não faz tanto sentido na medida em que o CDI é um indicador de renda fixa e o fundo trabalha com ativos de renda variável com altíssima volatilidade.

Caso você tenha autorização para investir no fundo, não será difícil encontrá-lo. Isso porque diversas corretoras de valores já realizam a sua distribuição em suas plataformas. É o caso, por exemplo, das seguintes instituições financeiras:

Banco Itaú
BTG Pactual
Inter Invest
Modal Mais
Órama
Vitreo
A composição dos fundos de criptomoedas da BLP Asset
E em relação à carteira do BLP Digital? A composição do portfólio acaba sendo diretamente influenciada pelas posições do fundo de referência no mercado internacional — como vimos, o Genesis Block Fund.

O portfólio desse fundo internacional apresenta uma variedade de criptomoedas (como Bitcoin, Ethereum, Litecoin, Ripple, entre outras), além de tokens e plataformas de projetos digitais, visando explorar o crescimento desse mercado. O critério de pesos de acordo com o valor de mercado, inclusive, oferece uma dinâmica similar a um índice da categoria.

Ora, se a estratégia é a mesma para os três fundos de investimentos, por que a variação? O que muda é a exposição ao Genesis Block Fund que, por ser voltado para o mercado de criptomoedas, apresenta uma elevada volatilidade. E isso pode ser percebido pelo número utilizado na nomenclatura de cada fundo da CLP Asset.

O BLP Digital 100 FIM IE, muito conhecido por ser o primeiro produto de criptomoedas do mercado brasileiro, oferece uma exposição de 100% ao Genesis Block Fund. Ou seja, é uma forma de acessar esse produto do Brasil, sem precisar abrir uma conta em uma corretora internacional.

Já os demais produtos da BLP Asset dosam melhor essa exposição, aplicando apenas 20% ou 40% do seu patrimônio no fundo internacional de criptomoedas. O restante do valor (80% e 60%, respectivamente) é destinado ao Tesouro Selic (LFT), uma aplicação de renda fixa bem tradicional, acompanhando o desempenho da nossa taxa básica de juros.

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Exame | Plataforma de DeFi entra em colapso e levanta dúvidas sobre lastro da criptomoeda Tether

Criadora da USDT, a maior criptomoeda de valor estável do mundo, Tether é uma das empresas que investe na Celsius, plataforma de empréstimos que entrou em colapso

Por Mariana Maria Silva
Publicado em 13/06/2022 17:46 | Última atualização em 13/06/2022 18:26
Tempo de Leitura: 5 min de leitura
O mercado de criptomoedas enfrenta um mau momento desde o início de 2022, mas que vem se intensificando nos últimos meses. Depois do colapso da rede Terra e da criptomoeda LUNA, uma outra plataforma dá sinais de crise de liquidez.

A Celsius é uma plataforma de empréstimos em blockchain que funciona de uma forma um pouco diferente: ao invés de promover os empréstimos dentro de sua própria plataforma, ela faz a gestão das criptomoedas de investidores em plataformas DeFi como a Compound, entre outras. No entanto, o projeto não se demonstrou sólido nos últimos dias, e agora ameaça ruir.

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Sofrendo com a alta volatilidade do mercado cripto, o token CEL despencou mais de 60%, de US$ 0,41 para US$ 0,15, de acordo com dados do CoinMarketCap. Despertando o pânico de investidores que já estão calejados com a queda da LUNA, os saques na plataforma foram bloqueados, como uma tentativa de evitar a insolvência.

A Celsius anunciou nesta segunda uma paralisação dos saques, citando “condições extremas de mercado”. A empresa anunciou que também pausaria seus produtos de troca e transferência, de acordo com uma publicação, sem fornecer um cronograma para retomar as retiradas.

“Estamos trabalhando com um foco singular: proteger e preservar os ativos para cumprir nossas obrigações com os clientes. Nosso objetivo final é estabilizar a liquidez e restaurar saques, troca e transferências entre contas o mais rápido possível. Há muito trabalho pela frente, pois consideramos várias opções, esse processo levará tempo e pode haver atrasos”, disse a Celsius.

O fenômeno de insolvência ocorre nos mercados financeiros quando todos os investidores decidem realizar saques ao mesmo tempo. Isso faz com que a plataforma, ou instituição, não consiga honrar com os saques e se torne insolvente, gerando seu próprio colapso.

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